A produtividade do trabalho no Brasil tem apresentado crescimento tímido nas últimas décadas. Entre 2019 e 2024, o aumento médio da produtividade por hora trabalhada foi de apenas 0,28% ao ano, com um crescimento de apenas 0,1% em 2024, conforme dados do IBRE/FGV. Esse cenário levanta preocupações sobre a sustentabilidade do crescimento econômico do país.
A taxa de investimento no Brasil é considerada baixa em comparação a outros países em desenvolvimento e mesmo em relação a economias de alta renda. Além disso, a infraestrutura precária, com estradas degradadas e portos saturados, eleva os custos logísticos e dificulta a competitividade das empresas brasileiras.
Desde a década de 1980, o Brasil enfrenta um processo de desindustrialização, com a indústria de transformação perdendo participação no PIB. Esse fenômeno, ocorrido antes do país atingir um nível de renda per capita elevado, comprometeu a capacidade de inovação e a geração de empregos de qualidade.
A baixa qualidade da educação e a falta de alinhamento entre a formação dos trabalhadores e as demandas do mercado de trabalho resultam em uma força de trabalho menos produtiva. Investimentos em educação técnica e superior, bem como em programas de capacitação profissional, são essenciais para reverter esse quadro.
O sistema tributário brasileiro é complexo e oneroso, o que desestimula investimentos e dificulta o crescimento das empresas. Além disso, a burocracia excessiva atrasa processos e aumenta os custos operacionais, impactando negativamente a produtividade.
• O Brasil ocupa posições ruins em rankings de facilidade para fazer negócios;
• O sistema tributário é considerado um dos mais complicados do mundo;
• Empresas gastam tempo e recursos excessivos apenas para cumprir obrigações fiscais.